Nove passos das empresas prontas para o futuro

Neste artigo, você vai encontrar orientações do que é preciso se atentar e até mudar para ser uma empresa inovadora no mercado.

Que o mundo mudou, não preciso dizer. Porém, o comportamento segue o mesmo na maioria das empresas. A dificuldade de entender a nova realidade e se adaptar a um novo ambiente está devastando as companhias. Em boa parte dos casos não é por falta de investimento ou falta de tecnologia, mas a resistência em mudar.
Utilizarei de um artigo da Mckinsey, escrito por Aaron De Smet, Chris Gagnon e Elizabeth Mygatt, para descrever os elementos das organizações do futuro.


1 – Tome uma posição de propósito


É necessário criar um forte senso de “porquê” a organização faz o que faz. Esse elemento obriga as empresas a discutirem e entenderem qual seu papel na sociedade. Muito além dos indicadores financeiros de EBITDA ou ROI, precisamos construir um olhar de impacto positivo para o planeta e para a sociedade. Seguindo esse raciocínio, os elementos de uma estratégia baseada nos pilares ESG são mandatórios.


2 – Afie sua agenda de valor


Construa uma agenda clara de valor que não se limite somente a valores tangíveis e tradicionais de mensuração de valor. Use a cultura para criar um senso de dono e de pertencimento de cada colaborador e isso causará um efeito organizacional voltado a construir o propósito. Um desafio, nesse contexto, é entender o que difere a organização de todas as outras. A principal dor que surge em boa parte dos casos é perceber que a organização não tem absolutamente nenhum elemento que a diferencie.


3- Use a cultura como seu molho secreto


Empresas com cultura forte têm retornos para os acionistas 3 vezes maior do que as que não têm. Cultura é o conjunto de comportamentos, rituais e experiências que descrevem como a empresa faz o que faz.
Uma importante característica desse molho é a criação de uma cultura baseada em crescimento. A cultura contrária a essa é uma cultura de baixo risco, medo da concorrência, reclamações e terceirização da responsabilidade para o mercado e o governo.
Uma cultura baseada em crescimento incentiva a todos buscar mais, canaliza a energia para a realização de projetos que fortaleçam o propósito, faz com que cada colaborador entregue muito mais do que seu compromisso contratual e crie um elemento de crescimento sustentável de longo prazo.


4 – Estrutura radicalmente achatada


As empresas que estão preparadas para o futuro têm um viés em sua cultura conectada à velocidade. O foco não é criar uma estrutura hierárquica parruda. O foco é criar uma cultura e um sistema de agilidade que permitam que a organização invista sua energia e tempo em entregar sua proposta de valor o mais rápido possível.
Nesse contexto, não há um foco em criar níveis hierárquicos. Não há um foco na criação de níveis intermediários de liderança. Não há a necessidade de termos líderes com a antiga cultura de chefe.
Menos título, mais liberdade.


5 – Tomada de decisão sobre turbocompressor


Empresas que tomam decisões rápidas são duas vezes mais propensas a tomar decisões de melhor qualidade do que as empresas de decisões lentas.
A crise da Covid-19 trouxe uma oportunidade única de turbinar o processo decisório. O C-level se concentra em tomar decisões transversais e a facilitar a implementação dos colaboradores.
Um elemento necessário para que isso seja implementado é a cultura de decisão para o viés de ação e não mais para o viés de análise.


6 – Trate o talento como mais escasso que o capital


A velocidade das mudanças está destruindo trabalhos em uma velocidade muito rápida, e criando tantas outras no mesmo patamar. Isso tem pressionado organizações a repensar e fortalecer sua estratégia de talentos.
Essa estratégia passa a ser baseada em um entendimento mais profundo de quais talentos são necessários para a companhia, como eles poderão ser recrutados e como eles deverão ser gerenciados para o cumprimento do propósito e o atingimento dos resultados.
Um cuidado que gosto de chamar atenção é que diversas empresas não entenderam ainda que precisam de competências que nunca tiveram antes. E, portanto, precisam entender que a ampliação da diversidade de colaboradores é fator essencial para o futuro da companhia.


7 – Adote uma visão de ecossistema


A colaboração entrou em outro patamar. Não estamos falando mais de colaboração entre departamentos. Precisamos discutir a estratégia organizacional com a visão de ecossistema.
Como a estratégia pode utilizar de recursos externos para alavancar seus resultados e, dessa maneira, desenvolver uma estratégia de parcerias com outras empresas, startups, e até mesmo com concorrentes.
Nesse contexto, existe uma mudança de mindset agressiva no pensamento do relacionamento da cadeia de suprimentos e fornecedores. A pressão de preço a todo custo deixa de ser foco prioritário e o foco no crescimento conjunto da cadeia ganha uma enorme atenção.


8 – Construa plataformas tecnológicas ricas em dados


As empresas do futuro consideram os dados um recurso notável e diferenciador. Nesse contexto, é mandatório criar uma série de novas tarefas para a gestão e valorização dos dados. Medir tudo o que pode ser medido.
Dê acessibilidade a todos que devem trabalhar com os dados. Seja Data-Driven Design. Dados precisam ser apresentados em um formato de qualidade.


9 – Acelere o aprendizado


Implemente a cultura Life-Long Learning. O mundo não vai parar de mudar. O ambiente de negócios não vai parar de mudar.
As organizações do futuro serão como escolas. Elas vão ensinar seus talentos e fazer com que eles evoluam sem parar.
Preparem-se para a TRANSFORMAÇÃO. Ela é MANDATÓRIA.

Fonte: https://www.contabeis.com.br/

Como Realizar a Formação de Preço para Serviços

Precificação é o processo de definir o valor de venda dos seus serviços. Normalmente o calculo do preço de venda, é feito na abertura do negócio, mas deve ser continuamente revisado para sua otimização.

Características Específicas: Os serviços, diferentemente dos produtos, possuem características especiais que afetam fortemente as estratégias de marketing utilizadas, incluindo o preço. Elas são:

a) Intangibilidade: Os serviços não podem ser vistos ou tocados. Portanto, muito de seu valor é percebido através do preço dele.

b) Perecibilidade: Os serviços não podem ser estocados. Assim, não existem os custos envolvidos, nem os benefícios.

c) Variabilidade: Os serviços, por mais padronizados que sejam, variam de cliente para cliente por diversos fatores como o ambiente, o próprio prestador de serviço, entre outros.

d) Simultaneidade: Os serviços são entregues no mesmo momento que são feitos. O que deixa o processo todo mais complicado, pois a precificação feita pode mudar em tempo real.

Como fazer precificação de serviços?

A precificação de serviços deve ser feita em 3 grandes etapas: custos, valor e concorrência. Os custos, como vamos ver abaixo, são fortemente atrelados à contratação de pessoal. O valor entregue normalmente é muito maior que o custo, portanto precisa ser analisado e, por fim, a concorrência é o balizador do máximo valor que pode ser cobrado.

I) Custo

O primeiro passo de toda boa precificação é o levantamento dos custos necessários à realização do serviço. Neste caso, gostamos de começar analisando o próprio serviço prestado. O importante aqui é estimar uma média de tempo gasto na realização de cada serviço e multiplicar isso pelo custo da hora do cargo necessário para exercer essa função. Vale lembrar que se você é o próprio sócio realizando a função, deve-se fazer a precificação com o valor hipotético de um funcionário realizando a mesma função, não com o salário (prolabore) que você gostaria de retirar.

A próxima etapa é fazer o levantamento geral de custos fixos da empresa que envolvem aluguel, salários, investimentos de marketing entre outros. Esses números iniciais vão servir unicamente para lhe dar o resultado mínimo do preço do seu serviço com o intuito de garantir que estará, pelo menos, pagando as contas. No entanto, a maioria dos serviços vale bem mais do que custa, fato que nos leva à próxima etapa.

II) Valor

O próximo passo é pensar sobre o valor do serviço que está sendo oferecido. Essa é a parte mais subjetiva do processo que é, de algum modo, tangibilizada pelo mark-up.

“MARK-UP: É O TERMO UTILIZADO PARA DESIGNAR A DIFERENÇA ENTRE O CUSTO E PREÇO DO PRODUTO.”

Não coincidentemente, a fórmula de valor é justamente PREÇO-CUSTO. Ou seja, se o cliente aceitou pagar o preço de R$100,00 por um produto que custa R$10,00, quer dizer que ele enxergou um valor de R$90,00 no seu serviço. Logicamente, isso não pode ser tão facilmente calculado para todas as situações, mas sugerimos que você sempre pense no tipo de problema que você está resolvendo para o cliente e o estresse ou custos extras que isso poderia causar, caso o seu serviço não seja feito ou seja mal feito.

Por exemplo, tem muita gente querendo pagar mais dinheiro para não ter estresse com serviços domésticos mal feitos, pois isso influência na sua produtividade, etc…Após essa análise, deve estipular um mark-up para a sua precificação e inserí-la, preferencialmente, em uma planilha de Excel ou sistema próprio.

III) Concorrência

O último fato, extremamente relevante, é a concorrência. Em muitos casos, o valor entregue por um serviço é praticamente incalculável. Imagina quanto vale salvar uma vida, no caso dos médicos? Nestes casos, a referência geral de mercado é quem manda. Isso pode ser visto de duas maneiras: (a) capacidade de pagamento do cliente ou (b) concorrência de fato.

a) Capacidade de pagamento: Dado o seu segmento, qual parcela do orçamento dele poderia ser gasto com o seu serviço? Por exemplo, quando a LUZ era apenas uma empresa de consultoria para pequenos negócios, tínhamos a limitação de cobrar R$2.000,00 por mês de nossos clientes ou corríamos o risco de mudar de segmento, isso acontecia a despeito do crescimento da nossa experiência e qualidade do serviço, mesmo com praticamente nenhuma concorrência.

b) Concorrência de fato: A quantidade de outras empresas no seu setor também afetará o preço do seu serviço. Por exemplo, se você é a única oficina da sua cidade, você pode cobrar tudo que o cliente pode pagar, mas se abrir uma outra concorrente, provavelmente ambos praticarão preços mais baixos do que o monopólio anterior.

Esse são os elementos básicos para análise de preço na prestação de serviços, nossos profissionais contábeis estão preparados para uma assessoria para que possa realizar a tomada de decisões!

FONTE: https://blog.luz.vc/como-fazer/formacao-de-preco-para-servicos/