Abertura de negócios apenas online é maioria entre novos empreendedores

Diante do cenário de pandemia e necessidade de redução de custos, apostar apenas em negócios online tem sido a escolha da maioria dos empreendedores.


A pandemia trouxe um dilema para grande parte dos pequenos empresários: ter um negócio físico e tentar equilibrar as contas com o horário comercial restrito de funcionamento ou concentrar esforços para migrar para o online.


Segundo o diretor-superintendente do Sebrae São Paulo, Wilson Poit, parte do movimento de migração do físico para o digital visto nas pequenas empresas tem sido impulsionada pela necessidade de redução de custos.


“Muitos empreendedores já perceberam os novos hábitos do consumidor, mais voltado para as plataformas online, e combinam isso com o corte de gastos. Quem consegue trabalhar de casa ou de portas fechadas focou o delivery e aprendeu a vender pelo digital. E, para os que entram no mercado agora, começar direto no online é ainda mais natural”, afirmou o executivo.


Poit conta que o Sebrae triplicou a quantidade de atendimentos para mentoria de empreendedores na pandemia. A troca das lojas físicas pelas compras online se traduz em números. Levantamento do Mastercard SpendingPulse apontou que as vendas no varejo em lojas físicas caíram 4,4% no primeiro trimestre ante igual período de 2020.


Em março, a queda foi de 7% na mesma base de comparação. O Mastercard SpendingPulse é um indicador de vendas no varejo em todos os tipos de pagamento em certos mercados globais.


Ao mesmo tempo, as vendas no ecommerce avançaram 91,6% no período. Em março, a alta foi de 84,7%.


“O comércio online conquistou espaços tanto em relação às pequenas quanto às grandes empresas. Uma coisa que já conseguimos prever é que pelo menos 20% das migrações que vimos para o ecommerce são permanentes”, disse o gerente-geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols.


O movimento também acompanha a adoção de um modelo híbrido de trabalho. Segundo Poit, do Sebrae, a expectativa é que cada vez mais empresários se ajustem às plataformas de venda online e que novos entrantes já abram seus negócios no meio digital.


“O jeito de trabalhar nunca mais vai ser o mesmo, mesmo quando falamos de padarias, açougues, hortifrútis. A tendência é de lojas híbridas e de um maior futuro tecnológico no trabalho”, afirmou.


Fonte: contabeis.com.br

Nove passos das empresas prontas para o futuro

Neste artigo, você vai encontrar orientações do que é preciso se atentar e até mudar para ser uma empresa inovadora no mercado.

Que o mundo mudou, não preciso dizer. Porém, o comportamento segue o mesmo na maioria das empresas. A dificuldade de entender a nova realidade e se adaptar a um novo ambiente está devastando as companhias. Em boa parte dos casos não é por falta de investimento ou falta de tecnologia, mas a resistência em mudar.
Utilizarei de um artigo da Mckinsey, escrito por Aaron De Smet, Chris Gagnon e Elizabeth Mygatt, para descrever os elementos das organizações do futuro.


1 – Tome uma posição de propósito


É necessário criar um forte senso de “porquê” a organização faz o que faz. Esse elemento obriga as empresas a discutirem e entenderem qual seu papel na sociedade. Muito além dos indicadores financeiros de EBITDA ou ROI, precisamos construir um olhar de impacto positivo para o planeta e para a sociedade. Seguindo esse raciocínio, os elementos de uma estratégia baseada nos pilares ESG são mandatórios.


2 – Afie sua agenda de valor


Construa uma agenda clara de valor que não se limite somente a valores tangíveis e tradicionais de mensuração de valor. Use a cultura para criar um senso de dono e de pertencimento de cada colaborador e isso causará um efeito organizacional voltado a construir o propósito. Um desafio, nesse contexto, é entender o que difere a organização de todas as outras. A principal dor que surge em boa parte dos casos é perceber que a organização não tem absolutamente nenhum elemento que a diferencie.


3- Use a cultura como seu molho secreto


Empresas com cultura forte têm retornos para os acionistas 3 vezes maior do que as que não têm. Cultura é o conjunto de comportamentos, rituais e experiências que descrevem como a empresa faz o que faz.
Uma importante característica desse molho é a criação de uma cultura baseada em crescimento. A cultura contrária a essa é uma cultura de baixo risco, medo da concorrência, reclamações e terceirização da responsabilidade para o mercado e o governo.
Uma cultura baseada em crescimento incentiva a todos buscar mais, canaliza a energia para a realização de projetos que fortaleçam o propósito, faz com que cada colaborador entregue muito mais do que seu compromisso contratual e crie um elemento de crescimento sustentável de longo prazo.


4 – Estrutura radicalmente achatada


As empresas que estão preparadas para o futuro têm um viés em sua cultura conectada à velocidade. O foco não é criar uma estrutura hierárquica parruda. O foco é criar uma cultura e um sistema de agilidade que permitam que a organização invista sua energia e tempo em entregar sua proposta de valor o mais rápido possível.
Nesse contexto, não há um foco em criar níveis hierárquicos. Não há um foco na criação de níveis intermediários de liderança. Não há a necessidade de termos líderes com a antiga cultura de chefe.
Menos título, mais liberdade.


5 – Tomada de decisão sobre turbocompressor


Empresas que tomam decisões rápidas são duas vezes mais propensas a tomar decisões de melhor qualidade do que as empresas de decisões lentas.
A crise da Covid-19 trouxe uma oportunidade única de turbinar o processo decisório. O C-level se concentra em tomar decisões transversais e a facilitar a implementação dos colaboradores.
Um elemento necessário para que isso seja implementado é a cultura de decisão para o viés de ação e não mais para o viés de análise.


6 – Trate o talento como mais escasso que o capital


A velocidade das mudanças está destruindo trabalhos em uma velocidade muito rápida, e criando tantas outras no mesmo patamar. Isso tem pressionado organizações a repensar e fortalecer sua estratégia de talentos.
Essa estratégia passa a ser baseada em um entendimento mais profundo de quais talentos são necessários para a companhia, como eles poderão ser recrutados e como eles deverão ser gerenciados para o cumprimento do propósito e o atingimento dos resultados.
Um cuidado que gosto de chamar atenção é que diversas empresas não entenderam ainda que precisam de competências que nunca tiveram antes. E, portanto, precisam entender que a ampliação da diversidade de colaboradores é fator essencial para o futuro da companhia.


7 – Adote uma visão de ecossistema


A colaboração entrou em outro patamar. Não estamos falando mais de colaboração entre departamentos. Precisamos discutir a estratégia organizacional com a visão de ecossistema.
Como a estratégia pode utilizar de recursos externos para alavancar seus resultados e, dessa maneira, desenvolver uma estratégia de parcerias com outras empresas, startups, e até mesmo com concorrentes.
Nesse contexto, existe uma mudança de mindset agressiva no pensamento do relacionamento da cadeia de suprimentos e fornecedores. A pressão de preço a todo custo deixa de ser foco prioritário e o foco no crescimento conjunto da cadeia ganha uma enorme atenção.


8 – Construa plataformas tecnológicas ricas em dados


As empresas do futuro consideram os dados um recurso notável e diferenciador. Nesse contexto, é mandatório criar uma série de novas tarefas para a gestão e valorização dos dados. Medir tudo o que pode ser medido.
Dê acessibilidade a todos que devem trabalhar com os dados. Seja Data-Driven Design. Dados precisam ser apresentados em um formato de qualidade.


9 – Acelere o aprendizado


Implemente a cultura Life-Long Learning. O mundo não vai parar de mudar. O ambiente de negócios não vai parar de mudar.
As organizações do futuro serão como escolas. Elas vão ensinar seus talentos e fazer com que eles evoluam sem parar.
Preparem-se para a TRANSFORMAÇÃO. Ela é MANDATÓRIA.

Fonte: https://www.contabeis.com.br/