Razões para contratar uma auditoria externa


Atualmente, com os avanços tecnológicos, aceleração da era digital e o acesso à internet, foram gerarados um fluxo elevado de informações. Em decorrência disso, a rotina de gestores e administradores tende a ser bastante ocupadas.

Consequentemente, manter-se atualizado com leis, regulamentos, políticas e normas de compliance e contábeis, se tornou uma tarefa complicada para essas pessoas, e é aqui que a auditoria entra em cena.
Apesar de algumas empresas terem suas equipes de auditoria internas, seus administradores não conseguem acompanhar a evolução da era eletrônica, tão frequentes nas legislações trabalhistas, societárias, tributárias e contábeis. É aconselhável contratar a auditoria externa, pois além de independentes da administração são especialistas nessas áreas.


A importância da auditoria externa para as empresas


Estamos falando de profissionais eficientes para lidar com essas questões. Eles contam com todo o background necessário para realizar a auditoria com eficiência: entendem a legislação, estão antenados às mudanças e sabem quais sãos as melhores ferramentas para avaliar a conformidade e promover as adequações necessárias.
Isso torna os auditores independentes a melhor solução para que tais práticas corporativas sejam executadas com o nível desejado de compliance. Como saber, então, se sua organização deve optar por esse serviço?


Sinais de que é hora de contratar uma auditoria externa


Existem diferentes aspectos a serem avaliados em uma auditoria. Porém, todos eles estão profundamente relacionados a uma questão comum: sua regulamentação. Ter isso em mente é o primeiro passo para identificar os sinais de que é hora de contratar um auditor independente. Veja, a seguir, quais são as que mais se destacam.
Falta de confiança no mercado
A fiscalização de empresas, realizada pelos órgãos reguladores de cada área, traz impactos para a organização auditada e seus parceiros comerciais. Nesse sentido, a falta de confiança no mercado pode ser um sinal de que sua empresa não está enviando a mensagem desejada por clientes e parceiros.
Uma auditoria externa demonstra que o administrador se preocupa com as regulamentações que regem suas atividades. Sem ela, o mercado pode interpretar a sua postura com um desprezo pelas regras, mesmo que não seja o caso.

Por isso, mesmo fatores comuns como as práticas de compliance adotadas na cultura organizacional, devem ser submetidos a uma auditoria externa e de confiança.
Falta de organização nos processos internos
Às vezes parece ser excesso de burocracia ou necessidade de melhoria estrutural pode estar relacionado à falta de uma auditoria externa. Isso acontece com certa frequência na gestão de documentos fiscais, por exemplo. Uma auditoria das demonstrações contábeis não é simplesmente uma checagem de conformidade, mas uma análise da estratégia de gestão.
Um auditor externo traz um olhar de fora. Ele á capaz de identificar fatores que podem estar prejudicando a eficiência do trabalho. Dessa maneira, a auditoria garante tanto a conformidade quanto a organização dos processos.
O maior sinal ao qual você deve estar atento é se estão passando por muitos problemas contábeis, é fundamental contar com alguém que domine o assunto com profundidade, especialmente no que diz respeito a eventuais mudanças na legislação.
Falta de transparência
Se não há boa comunicação entre os sócios pode ser baseado em informações desalinhadas, é preciso acender o sinal de alerta, pois podem gerar complicações na hora de elaborar um planejamento estratégico para os negócios. É comum no mercado, a empresa estimar um valor de venda muito mais alto do que o proposto pelos interessados na aquisição.


Como escolher uma empresa de confiança para realizar a auditoria?


Primeiramente, confira se a empresa está devidamente habilitada para realizar esse serviço. Isso significa ter credenciamento nos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC), além de aprovação de qualidade promovida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Se você representa uma organização de grande porte, fundo de investimento, sociedade de capital aberto ou outra entidade regulada por algum setor, confira também se a empresa tem registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O segundo ponto é analisar a empresa de auditoria. Desconfie imediatamente de valores muito baixos, assim como os muito abusivos. Um auditor inexperiente pode querer ganhar sua confiança por meio do preço baixo, mas não dar conta da complexidade da sua empresa. Nesse caso, nada substitui a experiência nesse mercado.
Um ponto importante é verificar se os profissionais da empresa de auditoria passam pela carga mínima de treinamentos exigidos para atuar como auditor independente, do Programa de Educação Continuada – PEC.
Confirme sua atuação junto a clientes referidos.

Fonte: Contabeis

Lucro Real deve se tornar o principal regime tributário em 2021

Neste momento em que as empresas planejam o novo exercício, a migração de regime tributário deve ser levado em conta.

O regime de tributação do Lucro Real tende a se confirmar, em 2021, como a opção mais viável para muitas empresas brasileiras, inclusive para as de porte menor. A crise socioeconômica agravada pela pandemia de Covid-19, que diminuiu receitas e margens, e a reforma tributária (que deve voltar à pauta agora em 2021) explicam a preferência pela modalidade.
Especialistas afirmam que a opção exige uma gestão minuciosa das áreas contábil, financeira e fiscal, para que os valores apurados reflitam precisamente a realidade da empresa, e a tributação incidida seja condizente com a realidade. O esforço é recompensado com a redução de despesas tributárias, decorrente desse processo.
É o que ressalta o coach de performance contábil Fabricio Salvaterra, com mais de 20 anos de experiência na área.
“Todo empresário que opta pelo Lucro Real tem que estar comprometido com a gestão contábil e financeira da sua empresa. Se assim ele for, ao analisar os balanços mensais terá muito mais propriedade na tomada de decisão, e conseguirá aproveitar vantagens estratégicas – como optar pela apuração que for mais conveniente no período, aumentando o controle sobre o seu fluxo de caixa”, argumenta.


| Comprometimento


Comprometimento com a gestão contábil e financeira da empresa, é mais do que acompanhar planilhas e fazer reuniões periódicas, de acordo com o especialista.
“Isso é o básico. O comprometimento deve ser um valor da gestão do empresário. Por exemplo: claro que nenhum empresário deve lançar suas contas pessoais com as contas empresariais, mas o empresário de Lucro Real não deve fazer isso em hipótese alguma, pois lançar suas contas pessoais pela empresa aumentará sua base de cálculo, ou seja, essa prática faz o empresário aumentar seu custo tributário. E isso é mais comum do que se imagina.”
O empresário Ismael Pereira, fundador da Intelecto Contact Center, do segmento de teleatendimento, testemunha a favor da opção pelo Lucro Real. Esse regime, sublinha, faz com que os recursos destinados ao Fisco por meio de tributos sejam condizentes com o que é devido de fato e de direito.
“Após as apurações de receitas, custos e despesas, a base de cálculo servirá como parâmetro para cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido. No nosso segmento, as margens são extremamente apertadas, então o Lucro Real é a melhor opção”, defende.


| Empresas iniciantes


Para empresas iniciantes – propícias a demorar a registrar lucro – a opção é ainda mais recomendada, avalia o empresário.
“Nesses casos, a probabilidade de se auferir prejuízo nos primeiros anos é muito grande. Se tiver optado pelo regime tributário do Lucro Real, poderá compensar o prejuízo quando houver a realização de resultados positivos”, orienta.
Essas recomendações são endossadas pelo consultor Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT, fintech especializada em gestão contábil de empresas optantes pelo Lucro Real, utilizando Inteligência Artificial. Geralmente, esse caminho é seguido por grandes corporações, todavia Ribeiro aponta ser viável a organizações de todos os portes – inclusive àquelas que estão no Simples Nacional.
A complexidade do Lucro Real num primeiro momento afugenta empresas que estão em outros regimes. Contudo, tendo a oportunidade de comparar despesas tributárias incidentes sobre a realidade financeira efetiva da empresa com aquilo que se gasta na opção pelo Lucro Presumido e até mesmo pelo Simples Nacional, é possível mensurar as vantagens.
“No Lucro Real, depreciações, amortizações e juros fazem diminuir a incidência de tributos. São aproveitados, nesse regime, créditos do PIS [Programa de Integração Social] e do Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social], entre outros benefícios de ordem tributária”, ilustra.


| Migração de regime


Ribeiro lembra que a migração de regime deve ser feita no início de cada ano fiscal, mediante o primeiro recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ.

Fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/45667/lucro-real-deve-se-tornar-o-principal-regime-tributario-em-2021/